Sacrifício não é única opção para cães com calazar, diz especialista
Para Carlos Henrique Nery, o tratamento de cães infectados é viável.
Em 2012 foram registrados 3 mil casos da doença somente em Teresina.
O número de casos de calazar continua a chamar a atenção das autoridades em saúde pública no Piauí. Para o presidente da Associação de medicina Tropical, Carlos Henrique Nery, apesar da gravidade, o tratamento de cães infectados ainda é uma opção.
“A ciência ainda não tem uma resposta pronta para o tratamento da doença. Existem pelo menos quatro grandes estudos que analisaram o problema, um deles e realizado em Teresina. Mesmo assim, essas pesquisas não apontam o sacrifício como a melhor saída”, disse.
De acordo com o coordenador de Leishmaniose do Centro de Zoonoses de Teresina, João Pereira, a doença é considerada endêmica na capital piauiense. Em 2012, foram registrados três mil casos. O coordenador explicou ainda que o local adota o sacrifício como medida porque segue as recomendações dos órgãos de saúde.
“O Ministério da Saúde não reconhece o tratamento dos animais infectados e o órgão não orienta esse tipo de medida pelo risco que o cão representa a sociedade”, declarou.
A jornalista Marília Lustosa adotou um cão diagnosticado com a doença há um ano. Para ela, o tratamento deu certo e seu cão apresenta melhoras. “Meu cão era bem debilitado, mas o tratamento vem surtindo efeito. Com um pouco de investimento e muito carinho ele foi se recuperando”, afirmou.
Fonte: G1 - Publicado neste site em 01/05/2013